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Palestra de Glenn Greenwald em Paraty é abafada por protesto



Ato de apoiadores da Lava-Jato tem som alto, laser e rojões contra o público (veja vídeo); barulho chega à tenda principal da FlipNo barco da Flipei, da esquerda para a direita: o professor da UFABC Sérgio Amadeu, a socióloga Sabrina Fernandes, o jornalista Glenn Greenwald e o ator e roteirista Gregório Duvivier Foto: Karen Garcia / Agência O Globo


No barco da Flipei, da esquerda para a direita: o professor da UFABC Sérgio Amadeu, a socióloga Sabrina Fernandes, o jornalista Glenn Greenwald e o ator e roteirista Gregório Duvivier KAREN GARCIA / AGÊNCIA O GLOBO

PARATY - Uma palestra do jornalista Glenn Greenwald, editordo site The Intercept Brasil, estava prevista para começar às 19h no barco da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (FLIPEI), parte da programação paralela da Flip. Até as 19h30, no entanto, o evento não teve condições de iniciar por conta do barulho de um protesto próximo. Os manifestantes pararam após uma intervenção da polícia, mas logo voltaram com o som alto, laser e rojões.

O ato foi convocado nas redes sociais por apoiadores da Lava-Jato que são contra a presença de Glenn na Flip - seu site tem publicado diálogos atribuidos a procuradores da operação e ao juiz Sérgio Moro. A partir das 19h, o grupo localizado no mesmo cais do barco da Flipei passou a tocar som alto e soltar fogos de artifício. Na trilha sonora estavam o Hino Nacional, em versão oficial e remix, "Detalhes", de Roberto Carlos e "Pavão misterioso" - @pavaomisterioso é um perfil no Twitter que afirma ter prints comprometedores de jornalistas do Intercept e de políticos do PSOL - partido do marido de Glenn, o deputado federal David Miranda.

Som ouvido na praçaO som chegava até a tenda principal da Flip, na Praça da Matriz. A última mesa do dia, “Vaza-Barris”, reuniu o intelectual indígena Ailton Krenak, autor de “Ideias para adiar o fim do mundo” (Companhia das Letras) e o dramaturgo José Celso Martinez Corrêa, do Teatro Oficina. Krenak começou aludindo ao protesto contra a participação do jornalista Glenn Greenwald na programação paralela da Flip, que acontecia perto da Tenda dos Autores.

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