Mulher ainda tem esperanças de que marido tenha comprado presente do Dia dos Namorados
“A qualquer momento podia acontecer, não é?”, pergunta ela, enquanto mexe com retalhos de pano. “Meu marido é muito assim, eu pensei que a qualquer momento poderia vir a surpresa, né?”
Amigas de Janete dizem que o marido, o gerente de loja Hamilton Couto de Oliveira, 43 anos, é mesmo um pouco desligado, mas que não é de todo mau.
“Ele é daqueles que a gente está na sala conversando e passa de cueca sem maldade, sabe? É meio bobão”, disse uma amiga.
O presente do Dia dos Namorados, que aconteceu na sexta-feira, não veio para Janete. Mas ela não perdeu as esperanças.
“Hoje ainda é terça-feira. Vai ver ele encomendou alguma coisa, o correio sempre atrasa aqui na rua, porque tem dois números 72, um no começo da rua e outro aqui, porque começa a contar de trás para frente”, disse Janete. “Pode ser isso”.
As amigas de Janete até pensaram em comunicar a Hamilton a expectativa da costureira em ainda receber um presente de dia dos namorados, mas desistiram. “Eu, hein. Depois sobra para mim”, disse uma delas.
Casados há doze anos, esta não seria a primeira vez que o Dia dos Namorados ficaria sem comemoração na casa de Janete e Hamilton. “Ano passado ele não deu. No ano anterior, deu uma caixa de sabão em pó. Tinha acabado o sabão em pó e pedi para ele ir comprar. Achei um gesto bonito”, disse Janete. “Esse ano ele não vai esquecer”, completou.
M Zorzanelli
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