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domingo, 22 de janeiro de 2017

PM encontra armas artesanais, celular e detector de metais em Alcaçuz

Celular em entulho retirado da Penitenciária de Alcaçuz pela Polícia Militar no sábado (21) (Foto: Divulgação/PM)

Polícia Militar encontrou armas artesanais, celular e até um detector de metais quebrado durante intervenção feita na Penitenciária de Alcaçuz neste sábado (22) para que fossem colocados contêineres que vão separar duas facções dentro da unidade.

O G1 teve acesso às fotos do entulho que mostram uma grande quantidade de madeira e pedaços de ferro, muitos com pontas afiadas, provavelmente usados como armas pelos presos durante os confrontos.

Já o detector de metais, de acordo com agentes, era parte dos equipamentos usados em revistas na unidade e pode ter ficado sob posse dos presos durante a rebelião, já que que os detentos estão soltos dentro dos pavilhões e têm acesso livre a maior parte das áreas da penitenciária desde o sábado (14).

Muro
Está pronta a primeira fileira do muro feito com contêineres – estrutura improvisada para separar as duas facções criminosas que disputam o poder dentro da Penitenciária Estadual de Alcaçuz, maior presídio do Rio Grande do Norte. Uma segunda fileira, posta sobre a base, deverá ser feita ainda neste domingo (22). Apesar da separação, os detentos permanecem soltos pela unidade.

Alcaçuz fica em Nísia Floresta, cidade da Grande Natal. Foi lá, no fim de semana passado, que pelo menos 26 detentos foram mortos durante a invasão de um pavilhão. Na quinta (19), após novo enfrentamento, muitos presos ficaram feridos. A PM confirma que há novos mortos dentro da unidade, mas não informou o número. Neste sábado, enquanto os contêineres eram posicionados, equipes do Instituto Técnico de Perícia (Itep) encontraram e recolheram duas cabeças, um antebraço, um braço e uma perna.

Para a Polícia Militar, a missão de separar os presos com o muro objetiva "preservar vidas". Foi o que disse o comandante geral da corporação, coronel André Azevedo, em entrevista no final da tarde do sábado após a primeira fileira de contêineres ficar pronta. Apesar disso, os detentos permanecem soltos e armados.

Durante a missão deste sábado, os presos ficaram confinados nos pavilhões 1 e 5, onde os policiais militares não entraram e não foi feita varredura pelos peritos do Itep. No pavilhão 1, ficaram isolados detentos que pertencem à facção Sindicato do RN. No pavilhão 5, membros do PCC.

Ainda durante a entrevista, o comandante destacou que caçambas recolheram uma grande quantidade de entulhos e muitas barras de ferro que eram usadas como armas pelos presos. Mas, não deu prazo para que o Estado faça uma intervenção em busca de armas de fogo e armas brancas.

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