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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Presos por roubo a bancos se comunicavam com presidiários para atuar, diz polícia


A polícia Civil detalhou, na tarde desta sexta-feira (27), a ação da quadrilha suspeita de explodir bancos em Pernambuco e em outros dois estados do Nordeste. Pelo menos nove municípios pernambucanos foram alvo dos criminosos, que utilizava armas de fabricação estrangeira e se comunicava com presidiários para atuar no roubo de agências bancárias.

"De dentro do presídio, eles [os dententos] se comunicavam com quem estava fora do presídio", informou o chefe em exercício da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Amaral. Ainda de acordo com ele, a quadrilha usava armas de grosso calibre para atirar contra postos e unidades policiais e, dessa forma, inibir a segurança de agências bancárias do interior.

“Através do nosso setor de inteligência, constatamos que eles normalmente chegavam atirando nas unidades policiais para impedir que o roubo fosse evitado pelos policiais e, em seguida, usavam explosivos para retirar o numerário das agências”, conta. Em seguida, os criminosos jogavam grampos pelas estradas para evitar perseguições policiais.


Ainda segundo o delegado, 11 mandados de prisão foram cumpridos, até então, durante a Operação Sem Divisas. Entre os suspeitos, estava um vereador da cidade de Alcantil, na Paraíba. “Durante a investigação, percebeu-se que a atuação não se limitava a Pernambuco. Alguns flagrantes estão sendo realizados em outros estados e os presos serão recambiados para Pernambuco, onde responderão pelos crimes cometidos aqui”, explica. Além da Paraíba, a ação do grupo também foi comprovada em municípios no Rio Grande do Norte.

Amaral também explicou que a ação da força-tarefa designada para combater as investidas criminosas contra bancos deve continuar. “Nosso objetivo é tirar Pernambuco desse contexto e fazer com que o estado deixe de ser um local atrativo para esse tipo de organização criminosa”, explicou.

A Operação Sem Divisas, segundo o delegado, deve continuar através da ouvida de depoimentos dos presos. “O envolvimento de nove municípios está comprovado, mas podemos chegar à atuação em mais cidades”, pontua Amaral.

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