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quarta-feira, 15 de março de 2017

Temer diz que reforma da Previdência 'não vai tirar direito de ninguém'

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O presidente Michel Temer afirmou nesta quarta-feira (15) que a reforma da Previdência proposta pelo governo e em tramitação no Congresso vai evitar que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entre em "colapso". Segundo ele, se aprovada, a reforma "não vai tirar direito de ninguém."

"Nós apresentamos um caminho para salvar a Previdência do colapso, para salvar os benefícios dos aposentados de hoje e dos jovens que se aposentarão amanhã. Isso, parece ser coisa 'será que é para tirar direitos de pessoas?. Em primeiro lugar, não vai tirar direito de ninguém. Quem tem direito já adquirido, ainda que esteja no trabalho, não vai perder nada do que tem", disse Temer durante evento do Sebrae, em Brasília.

Nesta quarta, várias cidades do país registraram protestos contra a reforma da Previdência. Em São Paulo, e na região metropolitana da capital paulista, por exemplo, ônibus e metrô pararam no início da manhã (a circulação voltou parcialmente por volta das 8h30). O metrô funciona parcialmente ao longo do dia, e rodovias foram bloqueadas.

Entre as medidas propostas pelo projeto de reforma está a criação de idade mínima de aposentadoria de 65 anos, para homens e mulheres, e a exigência de que os trabalhadores contribuam por 49 para terem direito ao benefício integral pelo INSS.

Medidas 'populares'

O presidente admitiu que poderá haver uma ou outra adaptação no texto enviado pelo governo ao Congresso, mas defendeu que não seja feita uma reforma modesta agora porque isso exigiria a adoção de medidas mais drásticas no futuro.

Temer citou que, se a reforma aprovada for branda, em quatro ou cinco anos o Brasil terá que fazer cortes de gastos muito maiores, a exemplo de países como Portugal, Grécia e Espanha.

"Ou fazemos uma reformulação da Previdência agora – é claro, poderá haver uma ou outra adaptação, o Congresso é que está cuidando disso –, mas não podemos fazer uma coisa modestíssima agora para daqui há quatro ou cinco anos termos que fazer como Portugal, Espanha, Grécia ou outros países, que tiveram que fazer um corte muito maior porque não preveniram o futuro", disse.

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