Ele afirmou que, durante 14 anos, o governo do PT escolheu quem quis para as instituições e que, geralmente, a lista tríplice que é encaminhada ao presidente para escolha do reitor vem com “nomes de esquerda”.

“O PT escolheu, durante 14 anos, o reitor que queria nas universidades. O presidente é de direita e foi eleito democraticamente com 57 milhões de votos. Já basta ter que escolher da lista que vem, geralmente, com 3 nomes da esquerda. Querem tirar até o direito dele escolher?”, escreveu o ministro.

O presidente não é obrigado a seguir a lista tríplice, que representa a vontade da comunidade acadêmica expressa em votação com os três nomes mais votados. Bolsonaro não tem seguido a lista em algumas situações pelo país. Foi assim no caso do IFRN, instituto para o qual Bolsonaro nomeou o reitor pro-tempore Josué Moreira no lugar de José Arnóbio, que foi eleito pela comunidade acadêmica. Josué sequer concorreu na eleição.

Ainda no Rio Grande do Norte, Bolsonaro nomeou Ludmila Carvalho para a Reitoria da Universidade Federal Rural do Semiárido, mesmo ela tendo ficado em terceiro lugar na lista Tríplice. Os casos viraram alvo de disputa na Justiça.