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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Greve desafia reformas e testa fidelidade da base de Temer

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Paralisações e protestos em todo o país adicionam novo elemento de incerteza aos planos do governo e podem diminuir apoio às reformas trabalhista e previdenciária entre a base aliada no Congresso.Sindicatos e movimentos de oposição paralisaram dezenas de setores e tomaram as ruas de várias cidades do Brasil nesta sexta-feira (28/4) para desafiar as reformas promovidas pelo governo do presidente Michel Temer.

Convocada como uma greve geral, as ações paralisaram o transporte público inteiramente ou parcialmente em todas as capitais e resultaram em bloqueios de estradas e vias públicas. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) falou em dezenas de milhões de trabalhadores parados, um número que não pôde ser verificado de maneira independente.


Esse não foi o primeiro ato contra Temer, mas foi o que mais gerou expectativa até o momento diante do seu impacto potencial sobre o governo e da adesão de diversas categorias e de setores da Igreja Católica. Diferentemente de outros atos convocados em novembro e março que também usaram a expressão “greve geral”, a paralisação desta sexta produziu imagens de impacto e entrou no radar da imprensa. Segundo jornais brasileiros, a classe política acompanhou o movimento com apreensão.

As ações ocorreram num momento especialmente delicado para um governo marcado por dezenas de escândalos e instabilidade permanente desde o seu início, em maio do ano passado. Não bastassem o impacto das delações da Odebrecht, o Planalto ainda enfrenta dificuldades para aprovar a proposta de emenda constitucional que pretende fazer mudanças profundas na Previdência Social.

Diante do impacto da Operação Lava Jato, o governo tem apostado o que resta do seu capital político para aprovar um ambicioso e controverso pacote de reformas e assim recuperar parte de sua credibilidade com alguns setores que apoiam as mudanças, especialmente o empresariado – e justificar sua continuidade até o fim de 2018.

Para o cientista político Ricardo Costa de Oliveira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a amplitude da greve desta sexta adicionou mais um elemento para complicar os planos de Temer.



TERRA

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