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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Titulares da Sesed e da Degepol pedem demissão em meio a crise na segurança

caio bezerra claiton pinho
A crise no setor de segurança pública no Rio Grande do Norte ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira 17. Em meio a uma forte onda de violência, que já resultou em mais de 700 homicídios apenas nos primeiros meses deste ano, o titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), Caio Bezerra, e o delegado geral de Polícia Civil, Claiton Pinho, pediram exoneração de seus cargos.
Em nota divulgada à imprensa, o secretário, que passou seis meses no cargo, alegou “razões de ordem estritamente particular” para deixar a pasta. Ao agradecer a confiança do governador Robinson Faria (PSD), Caio registrou que “as forças de segurança pública trabalham além do limite da exaustão física para combater a violência” no estado.
O titular da Sesed fez um balanço positivo de sua atuação à frente da secretaria e do período que ele exerceu o cargo de secretário-adjunto. Entre as ações realizadas, Caio enalteceu a elaboração do Plano Estratégico de Segurança.
Caio Bezerra é o terceiro secretário de Segurança Pública e Defesa Social a deixar o cargo no Governo Robinson. Os antecessores foram Kalina Leite e Ronaldo Lundgren.
O delegado Claiton Pinho, que deixou a Delegacia-Geral de Polícia (Degepol), afirmou, por sua vez, que é natural que ele deixe o cargo acompanhando o titular da Sesed. Em nota, Claiton assinalou que os noves meses que ele passou à frente do órgão foram de “esforços imensos”.
O fato é que a saída do secretário de Segurança Pública e do titular da Degepol, que representam parte da cúpula de segurança do Governo do Estado, ao lado do Comando da Polícia Militar e da Secretaria de Justiça e Cidadania, acontece em meio a uma crise sem precedentes.
O número de casos de violência assusta sobretudo se comparado aos mesmos índices de 2016 – que já eram altos. No mesmo período do ano passado, foram 549 homicídios. Os dados deste ano representam um aumento de mais de 32% em relação a um ano atrás. Se comparado aos números do mesmo período de 2015, o índice de 2017 alcança elevação de mais de 47%.

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