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terça-feira, 11 de abril de 2017

Geraldo Alckmin usava cunhado para receber propina da Odebrecht



No acordo de delação da Odebrecht, homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), três executivos da empreiteira, Benedicto Júnior, Carlos Guedes e Arnaldo Cumplido, relatam que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin recebeu 10,3 milhões de reais da empreiteira durante as campanhas de 2010 e 2014. Os recursos, repassados via caixa dois, foram contabilizados no famoso “Departamento de Operações Estruturadas”, o setor de controle de propinas da empreiteira.

Segundo os delatores, Geraldo Alckmin recebeu 2 milhões de reais “a pretexto de contribuição eleitoral” na eleição de 2010. Já em 2014, quando disputou a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes, o governador levou outros 8,3 milhões de reais da empreiteira. O responsável por receber o dinheiro sujo em nome do governador, segundo os delatores, era Adhemar César Ribeiro, cunhado de Geraldo Alckmin. “Adhemar receberia pessoalmente parte desses valores (…) Todas somas não contabilizadas”, relata o relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin. Na decisão, o ministro determina a abertura do sigilos e o envio das declarações dos delatores sobre Geraldo Alckmin ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que é responsável por investigar os governadores.
 

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