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Pronta para a guerra contra os EUA, Coreia do Norte evacua capital e movimenta mísseis nucleares

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As tensões entre Coreia do Norte e Estados Unidos aumentaram consideravelmente nas últimas horas, e o ditador do país asiático, Kim Jong-un, sugeriu aos jornalistas estrangeiros que vivem por lá que “se preparem para um grande evento”.
Um grande número de jornalistas está na capital Pyongyang para cobrir as comemorações do 105º aniversário de nascimento do fundador da dinastia que comanda o país, Kim Il Sung, no próximo sábado, 15 de abril. O evento, chamado “Dia do Sol”, é a maior data festiva na Coreia do Norte.
Essa afirmação de Kim Jong-un é uma resposta à mobilização militar feita pelo presidente Donald Trump, que está enviando uma armada “poderosa” à península coreana. Há dois dias, o ditador norte-coreano disse que estava preparado para uma guerra contra os Estados Unidos, inclusive com o uso de bombas nucleares.
Fotos de satélite teriam sido obtidas pelo portal 38 North, especializado na Coreia do Norte, estaria finalizando preparativos para seu sexto teste nuclear nesta quinta-feira, 13 de abril.
A imprevisibilidade das ações de Kim Jong-un estão levando a comunidade internacional a considerar que uma guerra é iminente, já que o ditador teria ordenado a evacuação imediata de 25% da população da capital do país nesta quinta-feira.
Segundo o portal Pravda Report, a evacuação é conduzida no contexto de extrema tensão nas relações com os Estados Unidos, e que a medida seria necessária porque os abrigos de bomba de Pyongyang não seriam capazes de acomodar toda a população da capital norte-coreana.
Assim, 600 mil pessoas — a maioria indivíduos com antecedentes criminais — terão que deixar Pyongyang para permitir que outros usem abrigos anti-bombas da capital. A ordem contrasta com o aviso dado pelo ditador aos jornalistas estrangeiros para que “se preparem para um grande evento”.

Perseguição a cristãos

A Coreia do Norte é um dos piores países para um cristão viver, de acordo com a Missão Portas Abertas, que elabora, anualmente, uma lista de nações em que a perseguição religiosa é extrema e torna a dificílima a vida de um seguidor de Jesus Cristo.
Um caso de intolerância ao cristianismo é o do pastor canadense Hyeon Soo Lim, de origem sul-coreana, que foi preso na Coreia do Norte em 2015 sob acusação de “prejudicar a dignidade do líder supremo”, o ditador Kim Jong-un.
Ele foi condenado à prisão perpétua por “usar a religião para destruir a Coreia do Norte” e “ajudar na fuga de norte-coreanos”.
Em uma entrevista à CNN, em janeiro de 2016, Soo Lim explicou que é obrigado a trabalhar oito horas por dia, seis dias por semana, e que seu trabalho consiste em cavar buracos em uma horta. Além disso, afirmou receber tratamento médico, três refeições diárias e estar aguardando a decisão das autoridades sobre a permissão para ler a Bíblia Sagrada.

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