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domingo, 25 de setembro de 2016

Sem prestígio... Sete candidatos disputam a prefeitura de Natal sem apoio do governador


A eleição para prefeito de Natal deixou de fora do jogo político um dos maiores cabos eleitorais presentes tradicionalmente na disputa das capitais brasileiras: o governador do estado. Robinson Faria (PSD), no comando do Rio Grande do Norte, não apoia oficialmente nenhum dos sete candidatos ao Executivo Municipal.
O Partido Social Democrático não entrou nas coligações que lançaram candidato a prefeito. O deputado estadual Jacó Jácome, filiado à legenda, seria o escolhido para disputar a prefeitura de Natal, mas ele desistiu da missão em julho deste ano.
Robinson Faria cogitou apoiar o candidato Fernando Mineiro (PT), visto que nas eleições de 2014 para governador PT e PSD foram aliados.
No entanto, o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff os colocou em lados opostos. A orientação do PSD foi favorável ao afastamento de Dilma e o filho do governador, o deputado federal Fabio Faria, votou sim pela continuidade do processo de impeachment na Câmara Federal.

Liderando
Enquanto isso, o atual prefeito de Natal e rival do governador, Carlos Eduardo (PDT), se fortalece no Rio Grande do Norte. Sua chapa Coligação Natal Melhor de Novo reúne seis partidos. A última pesquisa divulgada no estado aponta sua liderança nas intenções de voto. A diferença é de mais de 40% entre ele e o segundo colocado.
Para se reeleger, o atual prefeito também enfrenta a candidata apoiada por sua atual vice-prefeita, Wilma de Faria (PTdoB), que também é ex-governadora do Rio Grande do Norte e concorre a uma cadeira na Câmara de Vereadores de Natal neste ano.
Vereadores
Nesta eleição, 592 candidatos de 31 partidos concorrem às 29 vagas da Câmara Municipal de Natal. A maioria (67,49%) é homem e branca (54,35%), contra 32,35% de pardos e 10,84% de negros.
Dos 534.582 cidadãos aptos a votar em Natal, 55% são mulheres, e as faixas de idade mais numerosas (33,86%) vão de 25 a 39 anos. Idosos são 17,01% do eleitorado. Pessoas com acesso ao ensino superior (completo e incompleto) são 26,65% do total.

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